2009-12-14

Justiça Moderna ou Justiça a moda de Fafe?

Portugal tem uma justiça, que pelo que se vê, não funciona. É Pena! Pois Portugal, já teve uma justiça que funcionou. É Verdade!
Lembrem-se da tal justiça a moda de Fafe? Os Portugueses diziam, já não se usa, isso é do tempo da outra senhora, etc...
Agora, estamos no tempo do choque tecnológico, das novas oportunidades, na era do TGV, etc....
Mas a tal justiça a moda de Fafe que os Portugueses já não usam e que está obsoleta, está a fazer sucesso la fora. Que o diga Berlusconi!
O Sr. Berlusconi, "vitima"(coitadinho) de uma dezena de processos em Itália, estava bem sossegado ao ver que a justiça Italiana, a semelhança da nossa, nada lhe fazia.
Enganou-se porque pelo menos UM Italiano, ao dar-lhe aquele "cascudo" na boca, lembrou não só o Sr. Primeiro Ministro Italiano mas também o mundo, que aquela forma de fazer justiça é a única que os políticos não conseguem calar! Pois é repentina, mas muito eficaz!
Permitam-me uma pequena sugestão e um conselho aos nossos governantes:
A sugestão: Já que o nosso governo não consegue fazer nada pela justiça Portuguesa, pelo menos, em tempo de crise, reclamem os direitos de autor da Justiça de Fafe. Talvez possa ajudar a nossa economia!
O conselho: Cuidado porque, se em Itália apenas um cidadão tinha conhecimento daquela forma de se fazer justiça, em Portugal é todo um povo que sabe como se pratica a Justiça a moda de Fafe. Por isso Srs Políticos, cuidem-se, façam as coisas bem feitas senão....

2009-10-14

Eleições Autarquicas

Depois da vitoria do PSD no concelho e de mais um mandato conquistado ao PS para a Câmara Municipal, dou os meus parabéns a Campanha do PSD pela estratégia adoptada para este embate eleitoral. Fica o desejo que, no que a arquitectura diz respeito, o Sr presidente faça de facto com que o PDM e os Planos de urbanização para as zonas centrais das freguesias sejam mesmo uma realidade. Para quem trabalha na área do projecto, tais documentos são essenciais para que se consiga projectar com qualidade. Não se esqueça também de, "porque não" implementar concursos públicos para os projectos que pretende levar a cabo ao longo do mandato.

2009-09-30

Valeu a pena!

Depois de ter opinado sobre um dos aspectos que considero de grande importância, fiquei feliz por ver que VALEU A PENA criticar e sugerir acerca da importância da criação de planos de urbanização pelas freguesias do concelho bem como da importância de tornar prioritária a conclusão da revisão do PDM. Pois, ao ler o programa de campanha proposto pelo Sr. presidente da Câmara, reparei que o Sr presidente está atento... Esperemos agora que cumpra os seus prepositos!
Ainda na sequência dos alertas que aqui fiz, também a caravela já está a ser reparada e...lavada!
Valeu mesmo a pena não ficar calado.

2009-09-21

Sanitários Públicos

Um dia destes, andava pela marginal a passear com o meu filho, terminando o meu percurso, na caravela (parque infantil) no antigo parque radical. Aí deparei-me com um triste espectáculo. Considerando que tal equipamento é de facto um bom investimento, lamento que após tão pouco tempo em funcionamento, a caravela esteja tão danificada. Porque ao julgar pelo que lá se vê, não são apenas as crianças que dela fazem uso.
Além disso, apesar da função de entreter as crianças, a Caravela, lamentavelmente, serve também de...sanitários públicos!
Considerando que temos em Esposende uma frente Ribeirinha com qualidade, será que não se impunha a criação de alguns equipamentos destinados a sanitários públicos?

2009-09-18

Mobilidade condicionada, Lei obrigatória para todos...ou apenas para alguns?

Desde a entrada em vigor da lei da mobilidade condicionada, que em todos os processos de licenciamento que dão entrada nas câmaras, sejam eles de construção ou reconstrução, que o cumprimento da referida lei é obrigatório. Contudo, a lei especifica que os edifícios públicos existentes, devem-se, num determinado prazo, adaptar a esta norma, possibilitando deste modo a que todos os cidadãos tenham efectivamente acesso a esses edifícios.

Curiosamente em Esposende, ainda não vi qualquer sinal por parte da autarquia no sentido de dotar o acesso aos seus serviços (em todos os edifícios de propriedade da câmara municipal) a pessoas com deficiências ou fisicamente condicionadas. Lamenta-se tal facto não só no que ao acesso aos edifícios públicos diz respeito, mas também na parte em que também o acesso a instalações sanitárias diz respeito.
Lamenta-se ainda mais, pelo facto de todos os edifícios públicos que não sejam propriedade da câmara, como o Tribunal, a Conservatória, as Finanças, etc... estarem devidamente adaptados!

Por isso, deixo a pergunta, será que antes de se exigir não seria de bom ton primeiro cumprir?

2009-09-16

Campanha Eleitoral, o que se diz por aí!


Com a campanha para as legislativas a terminar, começa a aquecer a pré campanha para as autárquicas. Em Esposende, já são várias as polémicas em torno de algumas candidaturas. São muitos os outdoors espalhados um pouco por todo lado.
Mas como cidadão, e porque lido com muita gente que espera e desespera pela renovação do PDM, gostaria, neste período eleitoral que se esclarecesse algumas situações. Por exemplo, que os partidos da oposição questionem o Sr. Presidente da Câmara sobre o ponto da situação em que se encontra o PDM, mas também gostaria que o Sr. Presidente, por sua vez dissesse, de facto, se tenciona ou não tornar uma prioridade a conclusão desse processo. Como é sabido, a muitos anos que a revisão do PDM se arrasta e, ao que parece, não tem fim a vista.
Esta vontade em ver esclarecida esta questão prende-se essencialmente com o facto de constantemente ser-mos confrontados com perguntas do tipo: “Mas Sr. Arquitecto, disseram-me que já saiu...”, “O Sr. Presidente disse que dentro de 6 meses já estará concluído...”, “Ouvi dizer que nas Marinhas já estava...”, etc...
A estes comentários muitas vezes ficamos sem argumentos porque nós próprios não sabemos em que ponto a revisão do PDM se encontra!
Mas além do PDM, gostaria de ver nos programas eleitorais propostas no sentido de dotar o concelho de Esposende de Planos de Urbanização e Pormenor em todas as freguesias do concelho. O que temos neste momento são planos não aprovados que apenas servem de mera orientação. Planos esses, que apesar de tudo, possibilitam alterações constantes, que em muitos dos casos, obrigam a que esses mesmos planos sejam constantemente reformulados. Exemplos disso são as propostas de planos de Apúlia, Fão e Esposende.
Por isso, espero que as candidaturas, em lugar de perderem tempo com questões de politiquice barata, deveriam efectivamente questionar o Sr. Presidente da Câmara sobre o que foi mal feito ou que simplesmente não foi feito (no caso dos partidos da oposição) e dizer ao eleitorado o que correu menos bem, trazendo respostas e soluções concretas para corrigir o que não foi feito ou o que ficou mal feito (no caso do PSD que está no puder).

2009-09-12

Concursos públicos, para quando?

Num concelho como o de Esposende, apesar de nos últimos anos terem sido executadas algumas obras de recuperação e edificação nova promovidas pela Câmara Municipal, lamenta-se o facto de tais obras não terem sido objecto de concurso público na sua fase de projecto.
Infelizmente o concelho de Esposende não tem por hábito dar uma oportunidade aos muitos arquitectos (e são cada vez mais) que o concelho tem, para que estes possam mostrar o seu valor.
Mesmo que queiram entregar as obras de "mão beijada", acho que deveriam, ou pelo menos não lhes ficaria mal, promover um concurso de ideias! Fica a sugestão...

2009-09-11

Querida Abelheira, tão bonita e tão esquecida!




Nas Marinhas, destacam-se os Moinhos da Abelheira, anteriores a 1758, que no passado tiveram um papel importante na economia da freguesia, uma vez que eram moinhos de vento utilizados pelos moleiros para a moagem do milho em farinha que seria posteriormente distribuído pelas gentes da freguesia e das freguesias vizinhas. Sendo este um ponto de visita obrigatório na freguesia.
Os moinhos da Abelheira constituem um conjunto de sete moinhos de vento alcantilados na vertente do monte Nordeste a esta freguesia. A sua construção revestiu-se de algumas particularidades, o que os torna diferentes de outras regiões. Estes, pertencem à variante mediterrânica dos moinhos fixos com telhado móvel giratório – o mais comum, em Portugal. Construídos em pedra, sem reboco, sobre plataformas circulares de 8 a 10m de diâmetro dispostas em anfiteatro, têm um dimensionamento em altura semelhante ao diâmetro e a fechar, um telhado cónico construído em madeira. Apesar de relativamente baixos, têm dois pisos sendo que o acesso ao piso superior se faz por uma escada em pedra que acompanha a parede exterior.
É no piso superior que se encontra a moenda. “O movimento das velas, no sentido dos ponteiros do relógio, é transmitido à mó andadeira através de uma roda dentada aplicada neste, paralela às velas, designada de entrosga ou entrós que engrena no carrinho fixo ao veio de e que por sua vez encaixa na mó andadeira através da segurelha. (…) A mó andadeira (superior) deve ser mais macia que a dormete (inferior e fixa) e, geralmente, era obtida no monte da S.ra da Guia em Belinho. O velame deste moinhos consiste em quatro velas triangulares de lona armada sobre outros tantos pares de varas irradiando do eixo ou mastro. Consoante a intensidade do vento, o moleiro tinha necessidade de aumentar ou diminuir a superfície da vela exposta ao vento. A esta operação dava-se a designação de «dar pano» quando o vento era pouco, ou «tirar pano» quando era de grande intensidade. No que diz respeito ao «desviar do moinho» a solução para a rotação da cobertura e de todo o sistema a ela ligado consistia na aplicação de uma vara comprida, como que um rabo fixado no tejadilho, do lado oposto ao das velas e que se prolongava até perto do solo de onde era condicionada pelo moleiro para a direcção pretendida, em função do vento.”
Dos sete existentes, restam apenas dois, habitados por particulares – os restantes encontram-se profundamente degradados e em ruínas justificado pela falta de interesse ou motivos económicos por parte dos respectivos donos.

“Pela sua orografia, com um riacho a descer pelas faldas da Abelheira e aquela lomba exposta ao norte, povoado de azenhas e moinhos de vento, o lugar da Abelheira deu a Marinhas um cartaz turístico de alcance internacional.
A Abelheira tornou-se, naturalmente, afobre de moleiros, que, de geração em geração, se tornaram hábeis em aproveitar, no Inverno a abundância e a força da água conduzida em calhas de pedra para as suas azenhas, e no verão a força das nortadas a tocar os seus moinhos de vento. Sobretudo estes, moinhos de vento, no aglomerado deles se criou na encosta da Abelheira, com suas asas brancas a adejar como gaivotas, e suas mós a cantarolar, triturando nas pedras da calçada, as roupas e os cabelos enfarinhados dos moleiros e das moleiras, tudo isso deu àquele lugar de Marinhas uma tipicidade e um carácter ímpares.
É certo que também noutros lugares houve moinhos. Lembro-me deles no alto de Pinhote, e na orla costeira abaixo de Rio de Moinhos. Ainda hoje existe o moinho do estado, que tem dois vizinhos arruinados lá perto, perdidos e solitários no meio dos campos.”
O abandono deste sistema de moagem deveu-se ao facto de se terem descoberto métodos mais avançados de moer o grão. Classificados como imóveis de interesse concelhio desde 1976, os moinhos da Abelheira ou, pelo menos, um deles merecia ser recuperado para fins pedagógicos, podendo associar-se a sua musealização à dinamização de actividades de cariz turístico e ambiental. In Voz de Marinhas

Tio Quintino, um génio na arte de esculpir a pedra.


Numa altura em que estão espalhadas algumas esculturas na Avenida Marginal de Esposende, apesar deste grande artista, que infelizmente já partiu, já ter sido homenageado pela Câmara Municipal, tenho pena que a sua obra não seja relembrada. Pois este Sr. deixou vários seguidores na arte de trabalhar a pedra. Seguidores esses, alguns dos seus filhos (e netos), cujo talento demonstra bem o legado que o seu pai "o Sr. Quintino" lhes deixou.

Concorrência...desleal!!



Infelizmente a noticia que se segue retrata uma triste realidade do nosso país.

"A Unidade Especial de Investigação à Câmara de Lisboa acusou o arquitecto Jorge Contreiras de corrupção, branqueamento de capitais, abuso de puder e falsificação de documentos. O arguido era acessor de uma das divisões de gestão urbanística da autarquia e terá dado pareceres favoráveis a processos elaborados por um gabinete de projectos de que era sócio." in Público 28-08-2009